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Lúcio Flávio Pinto

Lúcio Flávio Pinto tem escrito 303 posts para Lúcio Flávio Pinto: A Vale que vale

O descobridor de Carajás

O paulista Breno Augusto dos Santos é o mais amazônida dos paulistas. Aos 78 anos, morando em Niterói, é reconhecido como um dos mais importantes personagens da história da geologia mundial. Foi quem deu partida, em 31 de julho de 1967, às fabulosas descobertas que revelaram, em Carajás, a maior província mineral do planeta, no … Continuar lendo

O que a Vale redescobre?

A Vale, dona da província mineral de Carajás, no Pará, a maior do planeta, faz há meses uma campanha institucional através da mídia, talvez a maior em curso no Brasil. O mote da campanha é a expressão (re)descobrir, que definiria a natureza da companhia, desestatizada no governo Fernando Henrique Cardoso, em 1997. Diz o texto … Continuar lendo

Ferrovia de Carajás: e o Pará?

Se a concessão da ferrovia de Carajás não for renovada e o bem tiver que ser devolvido ao governo federal, que é o poder cedente, a Vale terá direito a uma indenização de mais de 18 bilhões de reais. É o valor calculado pela duplicação da ferrovia, executada pela empresa.  A concessão deveria durar até … Continuar lendo

A voz da Vale

A questão mais importante para a Vale no momento é a renovação das suas concessões das ferrovias de Carajás e Vitória-Minas. Por elas, principalmente pela linha de Carajás, escoa o maior volume de minério de ferro (de elevado teor) que circula entre os oceanos. O governo federal está dividido a respeito. Uma ala quer despachar … Continuar lendo

O custo do grande projeto

(Jornal Pessoal 243, setembro de 2000) A Eletronorte gastou quase 60 milhões de reais para recuperar e complementar o canteiro de obras de duplicação da hidrelétrica de Tucuruí. Esse investimento equivale a 10% do orçamento previsto – de R$ 580 milhões – para a elevação da capacidade de geração da usina, dos atuais 4,2 milhões … Continuar lendo

E quando Carajás acabar?

Em 2016 entrou em operação a mina S11D, em Carajás, no Pará, depois de um investimento de 14 bilhões de dólares (quase 60 bilhões de reais pelo câmbio atual), para a extração de minério de ferro da maior jazida de alto teor do planeta, com mais de 4 bilhões de toneladas. A história desse empreendimento, … Continuar lendo

O fim de carajás

A jazida de minério de ferro de Serra Sul, em Carajás, no Pará, a mais rica do planeta, vai durar apenas 30 anos. Sua exploração, iniciada em 2016, deverá terminar em 2046, com a exaustão da mina, que abriga o minério com mais alto teor de hematita pura que existe. Serra Norte, a primeira a … Continuar lendo

Itabira hoje, Carajás amanhã

Itabira hoje, em Minas Gerais, é Carajás, no Pará, amanhã. As famosas jazidas de minério de ferro de Itabira só irão durar mais 10 anos. Em 2028, depois de 80 anos de exploração, elas estarão exauridas, sem interesse comercial. Os buracos abertos pela extração do minério, que revoltaram o mais famoso itabirano, o poeta Carlos … Continuar lendo

A caravana multinacional

(Jornal Pessoal 242, setembro de 2000)   A Companhia Vale do Rio Doce, a segunda maior produtora de minério de ferro do mundo, foi se tornando um triângulo das Bermudas a partir da sua privatização, em 1997. Não seria de muito estranhar a ciranda de especulação montada em torno daquela que era uma das maiores … Continuar lendo

Do Amapá a Carajás: a mesma história

Em janeiro de 1957 o primeiro navio desatracou do porto de Santana, no Amapá, próximo à foz do rio Amazonas, carregando 20 mil toneladas de manganês destinado aos Estados Unidos. Quatro décadas depois da decadência da borracha, da qual foi a maior produtora mundial até 1912, a Amazônia voltava ao mercado internacional com uma nova … Continuar lendo

O bom combate pelas eclusas

(Jornal Pessoal 241, agosto de 2000)   O então senador e presidente (por quase meio século) da Federação das Indústrias do Pará, Gabriel Hermes, Filho chegou a ameaçar que se a hidrelétrica de Tucuruí fosse inaugurada sem o restabelecimento da navegação no rio Tocantins, ele se colocaria debaixo da barragem, a jusante, como protesto. Presente … Continuar lendo

Venda será desfeita?

(Jornal Pessoal 240, agosto de 2000) Três anos depois da privatização da Companhia Vale do Rio Doce, a justiça federal do Pará, acionada pelo Ministério Público e por dezenas de ações populares, está revendo a operação. Se comprovar a prática de fraudes, poderá cancelá-la. E evitar o país de sofrer um enorme prejuízo. Para quem … Continuar lendo

Ferrovia de Carajás em debate

O presidente Michel Temer cedeu às pressões dos empresários e anunciou, ontem, em Brasília, que até o dia 1º o governo federal deverá definir as datas das primeiras audiências públicas para discutir os critérios usados para antecipar a renovação dos contratos de concessão da Estrada de Ferro Carajás e da Estrada de Ferro Vitória a … Continuar lendo

Vale e governo: contencioso aberto

(Jornal Pessoal 239, julho de 2000) O Pará é o sétimo maior exportador brasileiro e o segundo pelo critério do saldo de divisas (a diferença entre o que exporta e o que importa). A exportação é a melhor opção à disposição do Estado, ou a que lhe foi imposta e ele precisa desenvolver. A Companhia … Continuar lendo

O humor do governador

(Jornal Pessoal 235, da 2ª quinzena de maio de 2000) É extremamente instável o humor do governador Almir Gabriel em relação à Companhia Vale do Rio Doce. No início de abril, só faltou convidar os representantes da empresa para em coro uníssono entoarem o Tamba-tajá, de Waldemar Henrique, tão coincidentes considerou os pontos de vista de … Continuar lendo