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Esta categoria contém 299 posts

O custo do grande projeto

(Jornal Pessoal 243, setembro de 2000) A Eletronorte gastou quase 60 milhões de reais para recuperar e complementar o canteiro de obras de duplicação da hidrelétrica de Tucuruí. Esse investimento equivale a 10% do orçamento previsto – de R$ 580 milhões – para a elevação da capacidade de geração da usina, dos atuais 4,2 milhões … Continuar lendo

E quando Carajás acabar?

Em 2016 entrou em operação a mina S11D, em Carajás, no Pará, depois de um investimento de 14 bilhões de dólares (quase 60 bilhões de reais pelo câmbio atual), para a extração de minério de ferro da maior jazida de alto teor do planeta, com mais de 4 bilhões de toneladas. A história desse empreendimento, … Continuar lendo

O fim de carajás

A jazida de minério de ferro de Serra Sul, em Carajás, no Pará, a mais rica do planeta, vai durar apenas 30 anos. Sua exploração, iniciada em 2016, deverá terminar em 2046, com a exaustão da mina, que abriga o minério com mais alto teor de hematita pura que existe. Serra Norte, a primeira a … Continuar lendo

Itabira hoje, Carajás amanhã

Itabira hoje, em Minas Gerais, é Carajás, no Pará, amanhã. As famosas jazidas de minério de ferro de Itabira só irão durar mais 10 anos. Em 2028, depois de 80 anos de exploração, elas estarão exauridas, sem interesse comercial. Os buracos abertos pela extração do minério, que revoltaram o mais famoso itabirano, o poeta Carlos … Continuar lendo

A caravana multinacional

(Jornal Pessoal 242, setembro de 2000)   A Companhia Vale do Rio Doce, a segunda maior produtora de minério de ferro do mundo, foi se tornando um triângulo das Bermudas a partir da sua privatização, em 1997. Não seria de muito estranhar a ciranda de especulação montada em torno daquela que era uma das maiores … Continuar lendo

Do Amapá a Carajás: a mesma história

Em janeiro de 1957 o primeiro navio desatracou do porto de Santana, no Amapá, próximo à foz do rio Amazonas, carregando 20 mil toneladas de manganês destinado aos Estados Unidos. Quatro décadas depois da decadência da borracha, da qual foi a maior produtora mundial até 1912, a Amazônia voltava ao mercado internacional com uma nova … Continuar lendo

O bom combate pelas eclusas

(Jornal Pessoal 241, agosto de 2000)   O então senador e presidente (por quase meio século) da Federação das Indústrias do Pará, Gabriel Hermes, Filho chegou a ameaçar que se a hidrelétrica de Tucuruí fosse inaugurada sem o restabelecimento da navegação no rio Tocantins, ele se colocaria debaixo da barragem, a jusante, como protesto. Presente … Continuar lendo

Venda será desfeita?

(Jornal Pessoal 240, agosto de 2000) Três anos depois da privatização da Companhia Vale do Rio Doce, a justiça federal do Pará, acionada pelo Ministério Público e por dezenas de ações populares, está revendo a operação. Se comprovar a prática de fraudes, poderá cancelá-la. E evitar o país de sofrer um enorme prejuízo. Para quem … Continuar lendo

Ferrovia de Carajás em debate

O presidente Michel Temer cedeu às pressões dos empresários e anunciou, ontem, em Brasília, que até o dia 1º o governo federal deverá definir as datas das primeiras audiências públicas para discutir os critérios usados para antecipar a renovação dos contratos de concessão da Estrada de Ferro Carajás e da Estrada de Ferro Vitória a … Continuar lendo

Vale e governo: contencioso aberto

(Jornal Pessoal 239, julho de 2000) O Pará é o sétimo maior exportador brasileiro e o segundo pelo critério do saldo de divisas (a diferença entre o que exporta e o que importa). A exportação é a melhor opção à disposição do Estado, ou a que lhe foi imposta e ele precisa desenvolver. A Companhia … Continuar lendo

O humor do governador

(Jornal Pessoal 235, da 2ª quinzena de maio de 2000) É extremamente instável o humor do governador Almir Gabriel em relação à Companhia Vale do Rio Doce. No início de abril, só faltou convidar os representantes da empresa para em coro uníssono entoarem o Tamba-tajá, de Waldemar Henrique, tão coincidentes considerou os pontos de vista de … Continuar lendo

Eliezer e o caminho para a Ásia

O engenheiro Eliezer Batista, que morreu no dia 18, no Rio de Janeiro, aos 94 anos, foi o não residente que por mais vezes esteve no Japão. Fez 178 viagens de avião para Tóquio. Em algumas dessas viagens, fez o longo trajeto de volta, com mais de 20 horas de duração antes da era dos … Continuar lendo

Lucro em 2005

(Publicado no Jornal Pessoal 351, de agosto de 2005) Quem faturou, no Brasil, 17 bilhões de reais no primeiro semestre deste ano? O número de privilegiados dessa categoria cabe nos dedos de uma única mão. Quem, sobre esse faturamento bruto, obteve lucro líquido de R$ 5,1 bilhões? Talvez nem os bancos, os grandes privilegiados, juntamente … Continuar lendo

Mineradora grande. Estado pequeno

(Publicado no Jornal Pessoal 304, de julho de 2003) A Companhia Vale do Rio Doce é a maior mineradora brasileira, com 22 mil funcionários e receita de 5,2 bilhões de dólares no ano passado. É também a empresa brasileira que mais exporta, sendo responsável por mais de 20% das divisas líquidas faturadas pelo país. Sétima … Continuar lendo

Cobre: nova frente

(Publicado no Jornal Pessoal 334, de novembro de 2004) A audiência pública sobre o “Projeto 118”, com o qual a Companhia Vale do Rio Doce irá explorar a segunda das cinco jazidas de cobre da província mineral de Carajás, no sul do Pará, realizada no dia 20, no município de Canaã dos Carajás, “foi uma … Continuar lendo