//
arquivos

Arquivo para

O silêncio da democracia

Quem não foi torturado, preso ou incomodado durante a ditadura militar (que se prolongou de 1964 a 1985) foi conivente com ela, se acomodando e deixando de lado o compromisso político? Ou, conforme palavra-chave da época, se alienando? Responder que sim é tão equivocado quanto presumir que os perseguidos, pelo fato de terem se oposto … Continuar lendo

Vale: tudo mudou, tudo igual?

Murilo Ferreira deu à revista Exame, da Editora Abril, a sua primeira entrevista individual quando tinha menos de dois meses na presidência da Vale. Não disse muito, mas também não fez nenhuma declaração maior depois dessa entrevista, exatamente um ano atrás. O que disse então tinha a deliberada intenção de anunciar uma mudança de estilo … Continuar lendo

À espera das respostas

Houve um perídio de democracia constrangida ou reprimida no Brasil entre a deposição do presidente João Goulart, em abril de 1964, e a edição do Ato Institucional nº 5, no final de 1968. Qualquer um podia ser surpreendido por um ato de força do governo, mas ele costumava ser remediado (ou, pelo menos, era remediável). … Continuar lendo

O monstro amazônico: criação do colonizador

Em 1980 a Companhia Vale do Rio Doce ainda era estatal. Seu patrão era o governo federal, controlado pelo último general do ciclo de presidentes do regime militar, iniciado em 1964, com a deposição do presidente constitucional, João Goulart. A CVRD estava a meio caminho de colocar em produção a melhor jazida de minério de … Continuar lendo

Outra frente de luta

Eloá dos Santos Cruz enviou o comentário a seguir para o blog Somos Todos Lúcio Flávio Pinto, que dá suporte à minha defesa nos processos judiciais instaurados contra mim, mas na verdade para tentar me calar. Com amplo conhecimento de tudo que se relaciona à Vale, Eloá vem trabalhando há muito tempo para informar a opinião … Continuar lendo

Vamos abrir a caixa preta

Em 2005 a Vale publicou pela última vez em papel o seu relatório anual. Desde então, seu balanço sai apenas no Diário Oficial da União (por ser obrigatório) e em algum jornal especializado e de baixa circulação. Para consultar suas demonstrações financeiras anuais, só acessando o site da empresa. Com muito mais trabalho e tendo … Continuar lendo

Carajás: Itabira sem Drummond

Certo dia, o mais famoso filho de Itabira chegou à sacada da sua casa e não viu mais a serra em frente. Serra que fora do seu pai, do seu avô, “de todos os Andrades, que passaram/ e passarão, a serra que não passa”. Serra essa que era “coisa de índios”, tomada pelos brancos “para … Continuar lendo

O crime contra a Docenave

Em janeiro de 1990 o estaleiro Velrome, instalado em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, entregou o último navio de grande porte que a Docenave lhe encomendara. Era o Doceserra, de 170 mil toneladas. Junto com o Docerio, entregue antes, era o maior graneleiro até então fabricado no Brasil. Só essa frota era capaz de … Continuar lendo

A Vale é mesmo nossa?

No dia 6 de maio de 1997 o governo federal, chefiado pelo sociólogo Fernando Henrique Cardoso, vendeu o controle acionário da Companhia Vale do Rio Doce. Criada em 1942 para explorar as jazidas de ferro de Minas Gerais, das maiores do mundo, a estatal se tornou a maior produtora desse minério, o mais utilizado pelo … Continuar lendo

A arte que recria e critica a siderurgia

O artista Kleber Galvêas é autor do texto a seguir. É uma dura advertência sobre graves problemas em Vitória, a capital do Espírito Santo. Mas os capixabas não o lerão. Os grandes jornais, a Gazeta de Vitória e A Tribuna se recusaram a publicá-lo. Quem ler o artigo logo saberá a razão. Mas os paraenses … Continuar lendo