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 Atraso

(Artigo publicado no Jornal Pessoal 307, de agosto de 2003)

A grande imprensa nacional anunciou, no dia 15, que a Companhia Vale do Rio Doce decidiu antecipar para o primeiro trimestre de 2004 a expansão da produção de Carajás, antes programada para 2005. Dos atuais 56 milhões de toneladas anuais, o chamado Sistema Norte passará para a escala de 70 milhões de toneladas, ao custo de 70 milhões de dólares (ou mais de 200 milhões de reais).

A antecipação foi motivada pelo crescimento, além das expectativas, da demanda por minério de ferro e vai poder se viabilizar porque na mesma época já estará em operação o terceiro pier do terminal marítimo de Ponta da Madeira, em São Luís do Maranhão.

A antecipação da ampliação de Carajás foi revelada aqui, com exclusividade e maior riqueza de detalhes, um mês atrás (ver Jornal Pessoal 305). O JP mostrou que, pela primeira vez em muitos anos, a CVRD não foi capaz de atender as encomendas dos seus clientes através de produção própria de minério, precisando recorrer a terceiros para complementar (em 12 milhões de toneladas) os compromissos assumidos.

E que a ampliação vai tornar a Vale responsável por um terço de toda comercialização interoceânica de minério de ferro, uma grandeza a exigir a reflexão de todos sobre a posição da empresa no Brasil e no mundo. Grandeza que pode ser tanto positiva quanto negativa, dependendo da coincidência entre sua estratégia comercial e os interesses do país.

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