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Vale: futuro é agora

Começou a contagem regressiva para definir o futuro da Vale. Primeiro, um novo contrato para substituir o atual, com prazo de validade até abril,  contando 30 anos a partir da privatização. É um jogo pesado, com muitos interesses internacionais envolvidos.

Em seguida, a indicação do novo presidente, que vai substituir Murilo Ferreira, no cargo há quase seis anos, sucedendo Roger Agnelli, que ficou no posto por 10 anos. Minas Gerais está se mexendo para indicar o novo presidente, pressionando o senador e ex-governador Aécio Neves, do PSDB, para patrocinar a pressão sobre o presidente Michel Temer.

O raciocínio dos mineiros é incrível, dá uma medida do despreparo e da mediocridade das elites brasileiras. Eles queimam Murilo porque ele deu prioridade ao Pará sobre Minas. Na verdade, ele lançou mão do maior trunfo que a Vale tem para enfrentar os concorrentes no dramático mercado internacional de minério de ferro.

A Vale investiu 14 bilhões de dólares em S11D para quase dobrar a produção de minério de ferro de Carajás, manter o seu alto teor e reduzir o custo de produção a um patamar no qual não terá concorrente, garantindo sua posição especialmente no mercado asiático. China e Japão, juntos, mas a China muito à frente, absorvem 80% da exportação de Carajás, que, em dois anos, será maior do que a de Minas.

Sem que o Pará ganhe uma parcela ínfima da vantagem que terão Minas, a Vale e, sobretudo, chineses e japoneses.

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