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Novo presidente na mira?

Começou a temporada de especulação sobre a mudança na direção da Vale, a empresa que mais exporta (minério de ferro) no Brasil e das maiores do país. A privatização da mineradora completará 20 anos em 2017, mas ela ainda parece ser estatal. Quando muda o governo federal, mesmo que provisoriamente, como na atual situação, logo o inquilino do Palácio do Planalto, por iniciativa própria ou por assédio externo, pensa em colocar alguém da sua confiança na direção da empresa.

Fala-se que o PMDB de Minas Gerais e mesmo outras forças do Estado estão insatisfeitas com o atual presidente, Murilo Ferreira, pela criticada omissão da Vale no terrível acidente de Mariana, por não estar cumprindo seus próprios compromissos para tirar a mineradora do sufoco causado pela sua pesada dívida ou simplesmente por ter sido colocado no cargo pela presidente afastada Dilma Rousseff, por indicação do então ministro da Fazenda, Guido Mantega, por emulação de um ex-dirigente da Vale.

O mandato que o conselho de administração concedeu a Murilo em 2011 vai até abril de 2017. Sua relação como empregado da empresa, por contrato, tem mais um ano de vigência. Ele ascendeu quando Roger Agnelli, oriundo do Bradesco, maior acionista privado, caiu em desgraça, depois de 10 anos. Sua queda foi negociada por Lula junto ao Bradesco, em termos nunca revelados de verdade.

A mudança podia ter sido feita por meios regulares, sem a necessidade de manobra política ou jogo de bastidores. A União ainda tem a maioria das ações com direito a voto, através dos fundos de pensão Previ, Petros, Funcef e Fundação Cesp, reunidos na holding Litel Participações, e pela BNDESPar, do BNDES. Seus sócios privados são o Bradespar (holding do Bradesco) e a trading japonesa Mitsui. Esse grupo de acionistas criou a Valepar para representá-lo, detentora de 53% das ações com direito a voto da companhia.

Para interromper o mandato de Murilo Ferreira e substituí-lo por um novo presidente bastaria que o governo federal acertasse a iniciativa com os seus braços na mineradora e, em assembleia, convencesse os sócios a apoiá-lo. Seria um jogo limpo, novidade ainda por estrear nessa história de quase duas décadas de alienação da joia da coroa estatal.

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