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Vale reduz investimento

Parece que os últimos acontecimentos estão embaralhando o planejamento de longo prazo da Vale. No mês passado,, a mineradora anunciou, em Nova York, que vai reduzir em dois bilhões de dólares (quase oito bilhões de reais) os seus investimentos no próximo ano: de R$ 8,2 bilhões, eles ficarão em US$ 6,2 bilhões, dos quais US$ 3,2 bilhões em investimentos de capital. Mas não é só: a Vale não irá aumentar, como queria, a produção de minério de ferro.

A queda dos investimentos deverá se manter pelo menos até 2020, quando a soma das aplicações nesses cinco anos deverá chegar a quase US$ 25 bilhões. A mineradora acredita que, ainda assim, será o suficiente para deixá-la em condições de enfrentar os desafios da incerteza na demanda e volatilidade nos preços de commodities.

A Vale espera produzir até 350 milhões de toneladas de minério de ferro (ou 10 milhões de toneladas a menos) em 2016, ante 340 milhões até o final deste ano, no seu empenho de compensar a queda no preço do minério com maior volume ofertado ao mercado mundial, em especial à China e ao Japão.

O anúncio veio no momento em que a agência de classificação de risco Fitch colocou o rating da Vale, que é de grau investimento (com a nota “BBB+), em observação negativa. É considerada grande a probabilidade de que a empresa tenha que dar apoio à sua subsidiária Samarco, que foi rebaixada para grau especulativo, por causa do desastre ambiental provocado pelo rompimento de uma barragem de rejeitos em Minas Gerais. A empresa ficará sem caixa por vários meses para custear suas despesas e o custo de empréstimos.

Em seu comunicado, a Fitch salientou que o risco à reputação da Vale é considerado “muito alto” devido à sua posição como a maior mineradora do Brasil e em função da sua carteira de acionistas, que inclui alguns dos maiores fundos de pensão do país, o principal dos quais, o Previ, é dos funcionários do Banco do Brasil..

“A Fitch também considera o alto valor econômico da Samarco como sendo um grande incentivo a um possível apoio financeiro no futuro por seus acionistas (Vale e BHP)”, disse a agência, mas observando que, apesar do rompimento da barragem, os ativos operacionais da Samarco continuam capazes de produzir. No entanto, a produção de 30 milhões de toneladas anuais de pelotas não deverá ser retomada por um longo período.

A Samarco foi posta em monitoramento de rating “em evolução”, para o caso de receber apoio financeiro da Vale e do BHP. Esse suporte poderia recolocá-la em sentido ascendente.

Segundo a agência Reuters, o consultor-geral da Vale, Clóvis Torres, garantiu que a mineradora e a sua sócia,a anglo-australiana BHP Billiton, poderão ser chamadas a pagar eventuais indenizações somente se a Samarco não tiver condições de arcar com todos os custos. Ressaltou que a Samarco, dona da barragem rompida, “não é uma empresinha qualquer, é uma empresa grande, ela tem recursos para pagar por eventuais danos que tenham sido causados por suas operações”.

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