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Carajás é o melhor. E daí?

O minério de ferro extraído pela Vale de Carajás, no Pará, chega ao porto da Ponta da Madeira, em São Luiz do Maranhão, a 10,4 dólares a tonelada. Seu concorrente direto, o minério australiano, faz esse percurso, da mina ao ponto de embarque para a exportação, a US$ 14,4 a tonelada.

Mas como a Austrália está a um terço da distância que o Brasil tem da China, principal destino dessa commodity, o custo do produto brasileiro acaba ficando mais caro, a US$ 37,1 a tonelada, contra US$ 30,1 do competidor australiano. A diferença causada pelo frete mais caro ultrapassa dois bilhões de dólares de perda pelo Brasil.

No entanto, a margem da Vale é maior graças à qualidade do minério de Carajás, o melhor do mundo: seu minério é vendido a US$ 62 a tonelada, enquanto o australiano fica em US$ 53. As coisas ficarão ainda mais favoráveis a partir do segundo semestre de 2016, quando o projeto S11D, que abrirá uma mina ainda melhor, ao sul da que está em produção, quase dobrará a quantidade extraída atualmente.

Segundo a Vale anunciou, ontem, no Canadá, o custo de extração baixará então para a casa de um dígito, consolidando o minério de ferro brasileiro como o mais barato do mundo, condição da qual ele foi desbancado pelos australianos alguns anos atrás.
Maravilha. A Vale comemora o feito. Mas o que ganha o Pará por oferecer à Vale o melhor minério do mundo, lavrado a céu aberto?

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