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Recordes, mais recordes

O preço atual do minério de ferro é o menor desde 2009 e neste ano, na China, principal consumidora, caiu pela metade. Além disso, há excedente acumulado ao redor do mundo. Mesmo assim, a Vale não para de bater recordes de produção. Em 2014 produziu quase 320 milhões de toneladas, 6,5% a mais do que em 2013, ultrapassando a sua meta de extração, que era de 4%. Para este ano sua previsão é de crescer para 340 milhões de toneladas de minério de ferro.
A diferença, de 20 milhões de toneladas a mais, quase equivale ao que devia ser o máximo de produção do projeto Carajás, a principal mina da ex-estatal. Só que de 25 milhões de toneladas, a produção da jazida situada no Pará já chega a 150 milhões e deverá atingir 230 milhões em 2018, na escala mastodôntica da antiga Companhia Vale do Rio Doce.
Assim que a Vale divulgou, ainda a pouco, os seus dados de produção, um analista do Citi Bank declarou à imprensa que a agência mantinha o rating de venda para a Vale, “com preocupações sobre os preços do minério de ferro e o fluxo de caixa”, Podia falar também sobre o preocupante endividamento da empresa e o que a sua busca por recursos através do incremento desmesurado da produção pode representar para o país e o Pará.
Mas quem se preocupa com isso no Pará?
Prosseguindo na embalada, a empresa, a maior produtora global de minério de ferro, agora é também a maior produtora mundial de níquel, apesar de recente no ramo. A produção foi de 275 mil toneladas do produto, que é utilizado para a fabricação de aço inoxidável. Com esse resultado, que não chegou a alcançar a meta, de 289 mil toneladas, a Vale superou a russa Norilsk Nickel.
No meio desse níquel todo, segue também o de Carajás. Cada vez mais, como de regra no prospecto da empresa.

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Discussão

2 comentários sobre “Recordes, mais recordes

  1. Minha maior preocupação quanto a essa questão é que quando os lucros bilionários começarem a cair, vão arrumar alguma fórmula mágica para nós, paraenses, subsidiarmos a coitada da Vale, uma vez que o minério encontra-se no Estado do Pará.
    Minha maior indignação é a total inércia de todos os setores organizados e/ou responsáveis pelas questões sócio-política-econômica e etc deste mesmo Estado que tudo indica, vai continuar apenas assistindo o vai-e-vem dos imensos trens levando nossas riquezas e não têm a coragem suficiente para se levantar e exigir as devidas compensações. Parece que em vez de indústrias, trabalho e renda digna para todos nós, vamos continuar mendigando com nossos subempregos, bolsas do governo e pobreza generalizada.
    ACORDA PARÁ, ANTES QUE SEJA MAIS TARDE DO QUE JÁ É!

    Publicado por Fernando | 24 de fevereiro de 2015, 4:23 pm

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