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Minério mais forte

(Artigo de novembro de 2004)

Um novo produto entrou na pauta de exportação do Pará em agosto: o concentrado de cobre, obtido na mina do Sossego, em Carajás. Só nesse mês foram vendidos 51 milhões de dólares do produto, que passou a representar, de imediato, 2,21% do valor das vendas do Estado no exterior, já ultrapassando bens minerais de exploração mais antiga, como o manganês e o silício metálico.

Graças a esse novo item na pauta do comércio exterior, o crescimento das exportações paraenses foi de 47,7% nos oito primeiros meses do ano, bem acima do excelente desempenho nacional no mesmo período, que foi de 34,83%, segundo os dados do CIN (o centro de estudos da Federação das Indústrias do Pará), divulgados no mês passado.

As vendas internacionais do Pará somaram 2,3 bilhões de dólares até agosto, deixando um saldo de divisas ao país de mais US$ 2,1 bilhões, já que as importações cresceram apenas 4,85% – 10 vezes menos, portanto, do que as exportações.

O ingresso no circuito comercial do cobre, um produto de mais alto valor do que a maioria dos outros componentes da pauta estadual, confirma o predomínio dos produtos de origem mineral, que atingiram um nível recorde – de 77,34% – no valor das exportações do Estado entre janeiro e agosto, com receita de US$ 1,8 bilhão. Até o final do ano essa participação deverá ultrapassar 80% e continuará a crescer nos anos seguintes.

Em primeiro lugar, pelo incremento da própria produção de cobre. Logo a mina do 118, também em Carajás, se juntará à do Sossego, com um produto três vezes mais valioso do que o concentrado: o cobre metálico. Mas haverá também grandes expansões nas produções de alumina e alumínio, em Barcarena, na extração de bauxita, em Paragominas, de ferro gusa em Marabá, e na lavra de níquel, em Carajás.

Se os preços dessas commodities se mantiverem em patamares semelhantes aos atuais, ou mesmo que experimentem alguma queda, ainda que outras atividades se desenvolvam, como frigoríficos, fábricas de calçados, pesca, extração madeireira e soja, o Pará se consolidará como um Estado mineral, um dos mais importantes do mundo.

Mas completamente desligado dessa função, como se não soubesse, e, por isso, incapaz de administrá-la e fazê-la render o máximo, em preço unitário e efeito multiplicador. Minério, como se sabe, não dá duas safras. No Pará, nem mesmo essa safra única é conhecida.

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