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Alumínio: Brasil anda para trás

A Albrás, que é a maior produtora de alumínio primário do Brasil, foi também a única delas que não reduziu sua produção no ano passado, segundo a Abal, a associação do setor, que divulgou no mês passado esses dados. A queda em 2013 foi de 9,2% em relação a 2012. Em conjunto, a indústria nacional produziu132 mil toneladas a menos em 2013.

Já a Albrás conseguiu um aumento de 1,3% em sua produção, que foi de 452 mil toneladas. Instalada em Barcarena, seu controle acionário é dividido entre a multinacional norueguesa Norsk Hydro (com 51% do capital), que substituiu a antiga Companhia Vale do Rio Doce no empreendimento, e o consórcio japonês NAAC (com 49%).

O desempenho da empresa evitou uma queda maior do resultado total, mas não impediu que se consumasse um fato extremamente grave: sem considerar outras formas de suprimento, como a sucata e o metal importado, o Brasil se tornou deficitário em quase 160 mil toneladas. Enquanto seu consumo ficou próximo de 1,5 milhão de toneladas, a produção estagnou em 1,3 milhão do metal primário. Os estudiosos preveem que neste ano a diferença deverá ser ainda maior.

A redução mais expressiva, em volume, no ano passado, foi o do consórcio da Alumar, em São Luis do Maranhão. Operada pela americana Alcoa, a maior produtora mundial, e pela inglesa BHP Billiton, a Alumar produziu 63 mil toneladas a menos em relação a 2012, ficando em 339 mil toneladas. Essa situação deverá afetar a mina de bauxita de Juruti, de onde a Alcoa se abastece de minério para suas metalurgias e refinarias do metal.

Os analistas mostram que os últimos meses têm sido difíceis para as empresas de alumínio primário por causa da queda do preço do metal na bolsa de Londres. No Brasil, essas dificuldades são agravadas pelo alto custo da energia para a atividade industrial. O resultado desse fator são os cortes nos orçamentos das empresas e o afastamento ou adiamento dos investimentos, tanto na produção do metal quanto na de alumina e na mineração.

Depois de tantas renúncias e sacrifícios para criar um significativo polo industrial de bauxita-alumina-alumínio, o setor não só se enfraquece como se desnacionaliza. É uma regressão histórica.

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