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Quem entra na roda?

No próximo domingo a privatização da Companhia Vale do Rio Doce completará 15 anos. Criei este blog para que fossemos num crescendo de participação até o dia 6. Será este o dia de lembrar que, em 1997, o tumultuado leilão na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro sacramentou a venda do controle acionário da estatal, a jóia mais preciosa da coroa da alienação do patrimônio público embutida no Programa Nacional de Privatizações.

Alguns leitores do blog gostaram das postagens. Eu também gostei. Mas confesso minha decepção pela ausência daqueles que deviam ser os principais personagens deste espaço: aqueles que participam do dia a dia da companhia ou a acompanham bem de perto, nos locais onde ela está presente.

Este não é um blog contra ou a favor da Vale, para negar ou afirmar a sua venda a partir de premissas. A intenção sempre foi a de possibilitar um conhecimento mais profundo da história anterior e posterior ao marco do 6 de maio de 1997. Sobretudo, trazer informações e observações daqueles que fazem parte dessa história. Aqui eles talvez conseguissem chegar a uma auto-reflexão enriquecedora ou contribuir para desfazer mitos e fantasmas. A conclusão analítica ou a definição de uma posição política podiam resultar dessa base sólida de conhecimento.

É preciso conhecer bem a Vale para poder controlá-la. Não da forma oblíqua e camuflada como tem agido o governo federal em relação à empresa. Detentor de direito da maioria das ações, mesmo depois do leilão de 15 anos atrás, o governo se comporta como se nada mais tivesse a ver com a companhia, que seria inteiramente responsável pelos próprios atos. Ao mesmo tempo, influi ou pressiona nos bastidores para conseguir resultados favoráveis – nem sempre à nação.

É inegável o estrondoso sucesso da Vale privada, uma das empresas com as maiores taxas de lucros no mundo e das que mais distribui dividendos aos seus acionistas. Mas qual o custo desse sucesso para o Brasil, atado a uma dependência perigosa de um único comprador, a China, e inclinado demais para um continente, a Ásia? A extração volumosa de um recurso natural não renovável como os minérios não hipoteca o futuro do país, inviabilizando também o seu processo de industrialização?

Nos últimos dias estive impossibilitado de uma presença mais ativa neste blog em função da perseguição que meus adversários me movem através da imprensa. Mas espero ainda poder contribuir para este blog, em comunhão com os leitores. Não só até o dia 6, mas também depois dessa data.

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Discussão

Um comentário sobre “Quem entra na roda?

  1. A questão é: Conhecemos realmente os bastidores da VALE. Faz sentido a VALE requerer anualmente junto ao DNPM milhares (ou milhões) de hectares para pesquisa sem deixar espaços para novos emprendedores. Muitas vezes a exploração de brita, areia, e materais da construção civil, ou pegmatitos diversos estãao obstruido pelos requerimentos da VALE ou Eike Batista ou Votorantim…ou uma multinacional qualquer. Será que isto não gera um monopólio dos minerais para grandes empresas. Daí gerar um Novo Código de Mineração tendencioso ainda mais do que está atualmente. O Ministro das Minas e Energia é cego! O Congresso Nacional já está cego há muito tempo. Estamos tratando os nossos recursos naturais não mais como Patrimônio da União, mais como patrimônio de uma minoria, e principalmente da VALE. Será que a VALE paga seus Impostos para com a união. Será que a VALE vende ações na Bolsa com lastro verdadeiro ou é tudo falso e podre. A VALE deu muito lucro aos acionistas, mais será que ela VALE o que VALE….ou são apenas papéis que circulam, resguardado de que o aplicador na Bolsa de Valôres tem consciência do seu risco. Tudo não passa de uma jogatina como água na cachoeira ou do Cachoeira.

    Publicado por Geraldo rabelo | 2 de maio de 2012, 2:55 pm

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